5.8.11

Alma e sua Sombra

Alma fria. Frio toque na pele descascada de seguranças e supostas certezas. Suores frios com os cabelos a decorar-lhe as costas, pesados de uma consciência que deveria ser leve.
Deveria. Deveria também ser o arranhar da tal pele que a fez desaparecer por completo da determinação e estima que tinha por si mesma.
Deveria. Deveria ser também o cabelo emaranhado que a fez perder no meio dos nós da loucura.
A sombra de tudo reflecte-se na parede límpica da cal, delineada por uma estupidez que fez com que deixasse de tudo ver, que fez com que seguisse o cego caminho do nada.
O som melancólico do piano e as unhas encravadas com as porcarias da vida é que a seguiram (isto e um rasto de esperança de que a sombra a seguisse também, mas dessa nem rasto de tanto não haver sol quente...)

[para continuar quando houver mais imaginação]

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